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Amor e Sexo no Tempo de Salazar Libro EPUB, PDF

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Amor e Sexo no Tempo de Salazar por Isabel Freire EPUB DJVU -
  • Libro de calificación:
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  • Título Original: Amor e Sexo no Tempo de Salazar
  • Autor del libro: Isabel Freire
  • ISBN: -
  • Idioma: ES
  • Páginas recuento:324
  • Realese fecha:1992-04-10
  • Descargar Formatos: ODF, EPUB, PGD, CHM, TXT, DJVU, FB2, AZW
  • Tamaño de Archivo: 14.67 Mb
  • Descargar: 3160
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Amor e Sexo no Tempo de Salazar por Isabel Freire Libro PDF, EPUB

No meu tempo a noiva era uma coisa séria. Iam emocionadas. (…) Os pais choravam, e a noiva chorava também! (…) Não se sabia se iam para bem, se iam para mal. (…) Elas tinham de aguentar tudo porque o casamento era para a vida. Esperança, 90 anos A mulher deveria ser perfeita. Uma dona de casa exemplar, sempre atenta ao marido e aos filhos, esmerada nas artes da cozinha e do No meu tempo a noiva era uma coisa séria. Iam emocionadas. (…) Os pais choravam, e a noiva chorava também! (…) Não se sabia se iam para bem, se iam para mal. (…) Elas tinham de aguentar tudo porque o casamento era para a vida. Esperança, 90 anos A mulher deveria ser perfeita. Uma dona de casa exemplar, sempre atenta ao marido e aos filhos, esmerada nas artes da cozinha e do bordado, com comportamento aprumado e decente. Nos anos 50, e sobre o olhar atento, conservador e católico de António de Oliveira Salazar, timoneiro de um Estado Novo repressor, o amor e o sexo eram temas tabus, a que se devia dar pouca importância. Prevalecia a moral e os bons costumes. Um mundo recheado de valores puritanos, de vexame, opressão, tirania e recalcamento, para todos os gostos e para ambos os sexos, mas sobretudo para o feminino. Durante esta década, os direitos das mulheres portuguesas foram abafados, circunscritos, diminuídos. Forçadas à submissão de género, à dependência económica e afectiva, bem como ao apagamento sexual. Isabel Freire conta-nos como se namorava nos anos 50, do flirt ao beijo na boca, explica-nos que a "mão na mão" dava direito a uma multa no valor de 2$50, já a "mão naquilo" valia 15$ de coima, fala-nos da vida boémia dos bordéis de Lisboa, do carácter vicioso do sexo "bucal", das contraceptivas lavagens vaginais, dos partos em casa e dos abortos clandestinos, das expectativas e ansiedade dos noivos na noite de núpcias, das famílias felizes e da peste que era o divórcio. Como viveram na intimidade os homens e as mulheres que são hoje pais, avós e bisavós de gerações com princípios tão distintos? Brincava-se muito com esta máxima: "Mão na mão. Mão na coisa. Coisa na mão. Coisa na coisa é que não."